PRICING

Formação e Gestão Estratégica de Preços. O maior especialista em Pricing do país, reconhecido pela Professional Pricing Society, apresenta artigos e idéias inovadoras sobre como sua empresa pode aumentar os lucros através do gerenciamento de preços
TERRA_CREATE4FREE
Calendário
    <  Junho 2007  >
    S T Q Q S S D
            1 2 3
    4 5 6 7 8 9 10
    11 12 13 14 15 16 17
    18 19 20 21 22 23 24
    25 26 27 28 29 30  
TERRA_ARCHIVES
TERRA_LINKS
TERRA_SYNDICATE
TERRA_HOM_TERRABLOG

30.06.07

TERRA_PERMA_LINK 20:59:24. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço IX

Os hospitais, por sua vez, poderiam dedicar-se mais em qualidade e diferenciação. Tendo trabalhado no mercado médico-hospitalar por alguns anos, posso afirmar que melhorias no modelo de gestão e qualidade nos hospitais brasileiros poderiam reduzir os custos do sistema com uma melhor eficiência nos processos de entrega dos serviços. Em um cenário de redução de custos, o monitoramento e controle de processo para minimizar erros e desperdícios torna-se fundamental. Outra alternativa neste ambiente seria a consolidação. Estranho a falta de redes de hospitais no Brasil. Normalmente são muito regionalizadas (Rede D’Or no Rio) ou com muito poucos hospitais pertencendo a um mesmo grupo (Vita). Associações com grupos de investimento para a consolidação de uma rede nacional de hospital privado com uma marca forte, reproduzindo processos e reduzindo os custos de gestão poderiam ser benéficos para todos. Uma outra alternativa para hospitais menores sobreviverem em um cenário muito competitivo seria a especialização. Hospitais inteiros dedicados a uma especialidade cirúrgica certamente levaria a uma redução de custos através do controle de um processo mais rotineiro. O hospital poderia reduzir estoques possuindo apenas materiais daquela especialidade, adaptar suas atividades para apenas um tipo de doente e ver suas margens aumentando por eficiência.
TERRA_COMMENTS (0)
TERRA_PERMA_LINK 20:58:39. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço VIII

A solução do problema como um todo, na minha opinião, deveria passar por uma flexibilização por parte do governo com relação ao controle de preços das operadoras para seus clientes. Existem hoje aproximadamente 40 milhões de Brasileiros no sistema de saúde privado, e provavelmente boa parte deste público estaria disposta a pagar mais para melhores serviços, facilitando a entrada de novas tecnologias por parte das empresas inovadoras do mercado. Além disso, facilitaria o acesso para camadas mais baixas da população, pois operadoras mais lucrativas, recebendo mais pelos seus serviços dos clientes menos sensíveis a preço, certamente teriam condições de oferecer planos mais básicos e mais baratos que os atuais para um grupo da população mais pobre, financiando em parte este novo segmento com os valores adicionais recebidos do segmento premium.
TERRA_COMMENTS (0)
TERRA_PERMA_LINK 20:57:46. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço VII

No meio desta situação ainda encontram-se os provedores do serviço, os médicos e cirurgiões, que em última instância ainda são os responsáveis pelo tratamento. Mas também não passaram ilesos pelo processo de pressão de custos, sendo obrigados muitas vezes a limitarem o que usar e quanto usar, ou solicitar aprovação prévia às empresas operadoras de saúde sobre o que gostariam de utilizar. Com isso, foi aberto um espaço para uma área delicada de interação da indústria de materiais médico-hospitalares com os provedores para que gerassem demanda de seus produtos. Para piorar, caminhando na contramão desta realidade, as indústrias, principalmente as multinacionais, continuaram desenvolvendo soluções cada vez mais complexas e de preço elevado para um sistema pressionado por todos os lados. Não possuo evidência sistemática de como as pressões por custos conduzidas pelas operadoras afetou a lucratividade dos hospitais ou a remuneração dos médicos, mas arrisco dizer que o mercado como um todo hoje sofre com a rentabilidade do sistema e cada um tenta extrair o que pode.
TERRA_COMMENTS (0)
TERRA_PERMA_LINK 20:57:04. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço VI

Em função das restrições que sofrem para aumentar seus preços, as operadoras passaram a pressionar os hospitais para redução de custos nas diárias hospitalares assumindo que estes admitiam mais pacientes do que necessário e que os deixavam também mais tempo que o suficiente para tratá-los. Com a pressão de redução de custos nas diárias hospitalares, os hospitais conseguiram encontrar uma forma lucrativa de serem remunerados através da cobrança de materiais médicos e hospitalares, que por sua vez também passaram a ser pressionados em quantidade e valor pelas operadoras chegando até a restrição de seu uso em determinados casos.
TERRA_COMMENTS (0)
TERRA_PERMA_LINK 20:56:09. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço V

O governo limita os percentuais de aumento que as operadoras podem repassar aos assegurados, ao invés de deixar que, como em qualquer economia de mercado, as operadoras cobrem o quanto acharem que devem para cada segurado, que por sua vez poderá optar pela seguradora que lhe oferecer melhor custo X benefício em sua ótica. Ou seja, aqueles que valorizam muito sua sáude e querem o melhor serviço, pagarão muito mais do que os atuais R$500 mensais, que é uma média de mercado para um bom plano familiar hoje em dia. E podendo operar e cobrar livremente, aspectos mercadológicos como segmentação e diferenciação seriam mais fáceis de serem implementados.
TERRA_COMMENTS (0)
TERRA_MAIN_NEXT_PAGE