Precificando o que não tem preço III
No Brasil, em teoria, nenhum de nós deveria se preocupar muito com saúde (ou com o custo dela), pois saúde é um direito universal garantido pela constituição de 1988. Entretanto, em função da qualidade do serviço oferecido pelo governo e o sistema de saúde pública, a parte da população que pode assumir o custo da medicina privada (convênios, seguradoras, medicina de grupo, etc) acaba optando por isso. Em função desta realidade, podemos assumir que estamos em uma economia de mercado onde inovação, diferenciação, qualidade e preços são atributos percebidos e julgados pelos consumidores constantemente. E neste mercado privado, a situação mais comum é que estes consumidores não compram o tratamento de um ataque cardíaco quando sofrem o enfarte e sim um seguro quando ainda estão com boa saúde. Neste cenário, quando uma pessoa fica doente, dinheiro, ou o preço do tratamento passa a ser secundário para o paciente.