Precificando o que não tem preço XI
Por último, mas não menos importante, os pacientes. Nós, consumidores do mercado da saúde, deveríamos lutar pela liberdade de preços no setor. Basta olharmos o que está acontecendo com a cirurgia plástica no Brasil, que diferente do restante do mercado, é regulado por leis de oferta e demanda, qualidade e preço. Além de marketing e exploração da mídia sobre o assunto, claro. Mas, o crescimento tem sido encorajador. O que até 10 ou 15 anos atrás era lugar de residente que não sabia operar, pois os bons se especializavam em cardio ou neuro, hoje é a área em que a maioria dos alunos de medicina quer trabalhar. Por que então devemos ficar regulamentando tanto o mercado de saúde privado? Como consumidor, gostaria de poder escolher a melhor oferta de valor para meu plano de saúde. Gostaria de saber que poderia ter acesso ao que existe de melhor no mercado e ter a confiança de que, pagando um preço elevado, seria bem atendido com os meus interesses em primeiro lugar, ao invés de algum interesse econômico prevalecendo.