PRICING

Formação e Gestão Estratégica de Preços. O maior especialista em Pricing do país, reconhecido pela Professional Pricing Society, apresenta artigos e idéias inovadoras sobre como sua empresa pode aumentar os lucros através do gerenciamento de preços
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30.06.07

TERRA_PERMA_LINK 21:01:15. TERRA_POSTED_BY FREDERICO ZORNIG

Precificando o que não tem preço XI

Por último, mas não menos importante, os pacientes. Nós, consumidores do mercado da saúde, deveríamos lutar pela liberdade de preços no setor. Basta olharmos o que está acontecendo com a cirurgia plástica no Brasil, que diferente do restante do mercado, é regulado por leis de oferta e demanda, qualidade e preço. Além de marketing e exploração da mídia sobre o assunto, claro. Mas, o crescimento tem sido encorajador. O que até 10 ou 15 anos atrás era lugar de residente que não sabia operar, pois os bons se especializavam em cardio ou neuro, hoje é a área em que a maioria dos alunos de medicina quer trabalhar. Por que então devemos ficar regulamentando tanto o mercado de saúde privado? Como consumidor, gostaria de poder escolher a melhor oferta de valor para meu plano de saúde. Gostaria de saber que poderia ter acesso ao que existe de melhor no mercado e ter a confiança de que, pagando um preço elevado, seria bem atendido com os meus interesses em primeiro lugar, ao invés de algum interesse econômico prevalecendo.
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Precificando o que não tem preço X

Médicos e cirurgiões, devem buscar a especialização e ganhar com a diferenciação de seus serviços. Para os melhores médicos, valores maiores deveriam ser pagos por operadoras e pacientes. A realidade de todos receberem o mesmo de uma operadora por uma cirurgia de hérnia por exemplo deveria ser extinta. Por mais complexo que possa parecer no início, as fontes pagadoras deveriam desenvolver maneiras de acompanharem os resultados de longo prazo de seus médicos conveniados e premiarem com mais dinheiro aqueles que conseguem melhores resultados. E punir aqueles que trabalham mal. Por exemplo, imaginem que um médico receba R$1000 para um procedimento de hérnia inguinal, e tenha um índice de recidiva de 20%, ou seja, de cada 100 pacientes que ele opera, 20 têm que ser operados novamente em 5 anos. E outro que possui índice de recidiva de 2%. Hoje, a maioria das operadoras não diferencia estes dois profissionais e paga R$1000 para cada procedimento independente do médico. Uma vez que ela passe a saber que um deles consegue eliminar 18% de novos procedimentos para aquela doença, este médico deveria ser recompensado por isso. Até mais do que o que ele ganharia fazendo outro procedimento (pois a empresa também vai economizar na internação, etc). Só que como não diferencia o melhor do pior, hoje o incentivo do médico é fazer o procedimento sem muito cuidado, pois sabe que daqui alguns anos o paciente pode retornar para ele refazer o mesmo procedimento e faturar outra vez.
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